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Curso de Enfermagem do Campus UFF de Rio das Ostras divulga os Resultados do dia “D”: Desenvolvendo Ações de Rastreamento, Prevenção e Promoção da Saúde

Durante a 10ª Semana de Enfermagem do Campus UFF de Rio das Ostras foram realizadas  190 avaliações de saúde em  docentes, discentes e técnicos administrativos do Campus UFF Rio das Ostras (Curo), além da comunidade local. As ações de enfermagem desenvolvidas, voltadas para o cuidado com a saúde, foram: Aferição de glicemia capilar, pressão arterial, índice de massa corporal, além de orientações no âmbito da promoção da saúde e prevenção de agravos.

Foram responsáveis pela ação os docentes do curso de graduação em Enfermagem do Curo,  Brunno Lessa Saldanha Xavier e Fernanda Maria Vieira Pereira. Também participaram da atividade, como facilitadores: Jéssica Rodrigues Lopes (discente e Monitora bolsista da disciplina Enfermagem no cuidado a saúde do adulto e idoso I), além de 21 discentes do curso, divididos em três turnos para atendimento com a devida supervisão dos responsáveis.

Segundo os docentes responsáveis pelo projeto, como resultado destas avaliações, constatou-se que de 190 pessoas avaliadas, 132 pessoas (69,4%) era do sexo feminino e 58 pessoas avaliadas (30,6%) do sexo masculino. Este dado mostra-se condizente com a colocação de ALBANO et al, (2010), onde evidencia-se que “os homens procuram menos os serviços de saúde quando comparados às mulheres [...] uma vez que a prevenção de doenças está mais associada ao sexo feminino”.

Observou-se também que dentre as 190 avaliações realizados, 147 destas (77,3%) tiveram como público alvo o corpo discente, confirmando a maior proporção inserida na instituição. Seguiu-se com 13 avaliações (6,8 %) de terceirizados da UFF; apenas 10 avaliações (5,3%) direcionadas ao corpo docente e 10 (5,3%) voltadas aos trabalhadores técnicos administrativos.

No tocante às ações realizadas, a avaliação da pressão arterial foi a de maior aderência, com o total de 187 avaliações. Cabe ressaltar que foi utilizado como parâmetro para classificar as avaliações de pressão arterial, o protocolo de Hipertensão Arterial Sistêmica do Ministério da Saúde. Neste documento há normativas para classificação da Pressão Arterial, recomendações/orientações para rastreamento de novos casos e/ou agravos relacionados, além de diretrizes para controle e promoção da saúde. 

 

Dentre as 187 avaliações de pressão arterial, 156 destas (83,4%) se enquadravam na classificação de pressão arterial “ótima”; na classificação tida como “normal” se enquadraram 14 avaliações (7,4%); 5 avaliações (2,7%)  estavam em situação de pressão arterial “limítrofe”; já a classificação de “hipertensão estágio I” recebeu 11 enquadramentos (5,9 %), enquanto que a classificação “hipertensão estágio III” recebeu apenas 1 (0,6%) indicativo.

 

Ressalta-se que nenhum diagnóstico foi fechado no âmbito da ação, de modo a respeitar amplamente o protocolo que direciona a atividade. Medidas de prevenção e mudança do estilo de vida, sob o ponto de vista de orientação/aconselhamento para promoção da saúde, foram repassadas ao público alvo.

 

Em conformidade com o caderno do Ministério da Saúde para Diabetes Mellitus, uma das formas de se realizar o rastreamento/controle da doença é a aferição da glicemia capilar, além da identificação de seus sinais e sintomas. A glicemia capilar casual é realizada após a ingestão de qualquer tipo de alimento, com potencial de alterar as taxas metabólicas da glicose no sangue.

É preconizado pelo ministério da saúde uma glicemia casual abaixo de 200mg/sg, a qual é considerada normal. Dentre todas as avaliações de glicemia realizadas na ação, perfazendo um total de 60 aferições, não houve achados fora do padrão de normalidade.

Quanto à classificação do índice de massa corpórea, é recomendado  pelo Ministério da Saúde, sob o ponto de vista de estratégias para o cuidado da pessoa com doença crônica e obesidade, a separação por faixa etária. Observa-se a primeira classificação de 10 a 19 anos, a segunda de 20 a 60 anos e a terceira de 60 anos acima.

Foram realizadas 40 avaliações na faixa etária de 10 a 19 anos, sendo que todas estas se enquadraram na categoria “eutrófico”, isto é, correspondendo a 100% dos casos categorizados dentro da normalidade.

 

Já na classificação de faixa etária entre 20 a 60 anos, foram realizadas 143 aferições, onde a categoria “baixo peso” totalizou 11 avaliações (7,7%); a categoria “eutrófico” obteve 74 avaliações (51,8%), sendo esta a de maior predominância, evidenciando dados de saúde positivos nesta população; a categoria “sobrepeso” enquadrou 37 avaliações (25,9%), revelando, portanto, uma taxa significativa; a classificação “obesidade estágio I” obteve 13 indicações (9,1%), representando um preocupante risco para o desenvolvimento/agravamento de doenças metabólicas e cardiovasculares; a “obesidade estágio II” obteve 6 (4,2%) indicativos e, por fim, apenas 2 avaliações (1,3%) foram enquadradas  na classificação “obesidade estágio III”, tendo recebido a devida atenção no tocante ao aconselhamento para mudança no estilo de vida.

 

Finalmente, chega-se à classificação na faixa etária igual ou superior 60 anos, tendo-se nesta inserção de duas avaliações, sendo uma enquadrada no requisito “baixo peso” e outra no “sobrepeso”. O professor Brunno Lessa e a professora Fernanda Maria V. Ferreira  ressaltaram que ambas receberam aconselhamentos perante os achados e foram encaminhadas às unidades básicas de saúde para acompanhamento. 

 

Mais informações sobre as avaliações podem ser obtidas através do e-mail : brunnoprof@yahoo.com.br.

 

O Curo fica na Rua Recife, s/n, Jardim Bela Vista.